Banheiro Feminino e Pessoa Trans
(Imagem: Foto: Arte Portal Mais 360)
Uma pessoa trans denunciou ter sido vítima de transfobia durante um evento realizado no Parque Acauã. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela relatou que foi impedida de utilizar o banheiro feminino por uma profissional da segurança do local.
Segundo o depoimento, a funcionária teria justificado a proibição pelo fato de a pessoa ser trans. Ainda de acordo com a denúncia, a profissional também teria feito uma pergunta sobre sua genitália, situação que provocou constrangimento.
A pessoa afirmou que a abordagem ocorreu durante a programação da festa e que passou boa parte do evento chorando após o episódio.
Pessoa relata constrangimento após abordagem da segurança
No vídeo, a denunciante afirma que tentou resolver a situação ainda durante o evento, procurando os responsáveis pela organização. No entanto, segundo seu relato, não conseguiu conversar com a equipe responsável naquele momento.
Ela destacou que o acesso ao banheiro é uma necessidade básica e questionou a justificativa apresentada para impedir sua entrada no espaço feminino.
A pessoa também afirmou que estava acompanhada de amigos e outras pessoas que presenciaram o ocorrido e perceberam seu estado emocional após a abordagem.
Denunciante pede desculpas e providências
Além de cobrar esclarecimentos sobre a conduta da profissional, a pessoa trans pediu um pedido público de desculpas e providências para evitar que situações semelhantes aconteçam novamente.
No depoimento, também defendeu que os responsáveis pelo episódio sejam devidamente identificados e que sejam adotadas medidas para que outras pessoas trans não passem pelo mesmo constrangimento.
O que diz a legislação sobre transfobia?
No Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em 2019, que atos de homofobia e transfobia devem ser enquadrados na legislação que criminaliza o racismo, até que o Congresso Nacional aprove uma lei específica sobre o tema.
A decisão reconhece a proteção contra práticas discriminatórias motivadas pela orientação sexual ou identidade de gênero. A análise de cada ocorrência, entretanto, depende das circunstâncias e das provas disponíveis.
Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre um posicionamento oficial da administração do Parque Acauã ou da organização do evento a respeito da denúncia.
O espaço permanece aberto para manifestação dos responsáveis pelo local e pela produção da festa.