Cartaz de procurado com a foto de Flávio Bolsonaro
(Imagem: Reprodução)
Uma brasileira viralizou nas redes sociais ao colar cartazes com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL) em várias estações de metrô de Nova York, nos Estados Unidos.
Identificada como Renata Díaz, a moradora espalhou panfletos estampados com a imagem do parlamentar acompanhada da palavra "Wanted" (Procurado, em inglês) em áreas de grande circulação do transporte público e em ruas nova-iorquinas durante a noite de Halloween.
A manifestação pediu a deportação imediata do político brasileiro e alegou que o congressista responderia por crimes contra as instituições democráticas do país.
Usando fantasia e máscara para cobrir o rosto durante o ato, a manifestante gravou todo o percurso feito pelas plataformas, escadas rolando e vagões do sistema ferroviário norte-americano.
Nas imagens publicadas em seus perfis virtuais, Renata declarou expressamente que o senador não configura um perseguido político no exterior, mas sim um investigado que precisa ser enviado de volta ao Brasil.
A brasileira aproveitou as gravações para convocar a militância digital, afirmando que o eleitorado do país possui forças para combater alianças políticas conservadoras internacionais.
A ampla circulação dos vídeos provocou forte revolta entre militantes e apoiadores da família Bolsonaro no ambiente virtual. Pouco tempo após a publicação das gravações, a autora da ação relatou ter passado a receber uma série de mensagens de intimidação e ameaças diretas em suas contas pessoais.
Os críticos condenaram o protesto no exterior e acusaram a moradora de disseminar informações falsas, difamatórias e caluniosas contra o representante político em solo estrangeiro.
Como resposta ao protesto, grupos de simpatizantes do parlamentar se mobilizaram para formalizar denúncias contra Renata junto ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
Os denunciantes sustentam que a colagem de informativos com acusações sem condenação em equipamentos do patrimônio público configuraria infração às leis federais americanas.
Com a notificação enviada ao órgão de fiscalização, os apoiadores exigem a imediata investigação da situação cadastral da brasileira e sua responsabilização legal perante as autoridades dos EUA.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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