Torcida do Corinthians
(Imagem: Foto: Divulgação/ Corinthians)
O Grêmio encaminhou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) um pedido para que o Corinthians dispute seus próximos jogos como mandante com os portões fechados. A solicitação foi apresentada nesta sexta-feira (30), após declarações do presidente da Gaviões da Fiel, Alexandre Domênico, conhecido como Alê, que foram interpretadas como ameaças aos profissionais de arbitragem.
Além de sugerir a realização de partidas sem a presença de torcedores, o clube gaúcho pediu que os árbitros recebam escolta policial durante os compromissos do Corinthians. A manifestação foi formalizada em documento assinado pelo vice-presidente de futebol do Grêmio, Rafael Lima, e encaminhado à CBF, com cópia ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A iniciativa ocorre em meio à reta final do Campeonato Brasileiro, com as duas equipes envolvidas na luta contra o rebaixamento. O Corinthians ocupa a 18ª colocação, com 33 pontos, enquanto o Grêmio aparece na 15ª posição, somando 37 pontos.
Declaração de presidente da Gaviões motivou pedido do Grêmio
A preocupação gremista surgiu após uma publicação de Alexandre Domênico nas redes sociais. Na manifestação, o presidente da principal torcida organizada do Corinthians afirmou que torcedores tinham conhecimento dos hotéis utilizados pelos árbitros e declarou que estava ficando "insustentável segurar a massa".
A fala provocou repercussão e levantou preocupações sobre a segurança dos profissionais responsáveis por conduzir as partidas do clube paulista.
Diante do episódio, o Grêmio decidiu solicitar medidas preventivas à CBF. O pedido para que o Corinthians atue com portões fechados representa uma tentativa de evitar possíveis situações de risco envolvendo torcedores e integrantes da arbitragem.
A solicitação ainda depende de avaliação das autoridades esportivas competentes. O encaminhamento do documento, por si só, não significa que o Corinthians tenha sido punido ou que as próximas partidas em casa serão realizadas sem público.
Presidente da organizada nega ameaça
Após a repercussão das declarações, Alexandre Domênico negou que tivesse feito ameaças aos árbitros. O dirigente afirmou que publicou a mensagem de "cabeça quente", em meio à insatisfação com decisões da arbitragem.
A situação também mobilizou a própria CBF. A entidade acionou o Ministério Público de São Paulo e solicitou a abertura de uma investigação criminal para apurar o episódio envolvendo o presidente da Gaviões da Fiel.
O caso ganhou dimensão além do ambiente esportivo justamente pela referência aos locais de hospedagem dos árbitros. A possibilidade de identificação dos hotéis utilizados pelos profissionais levantou questionamentos sobre a segurança das equipes de arbitragem antes e depois dos jogos.
Corinthians e Grêmio ainda terão confronto direto
A tensão envolvendo os dois clubes acontece em um momento decisivo do Brasileirão. Corinthians e Grêmio ainda terão um confronto direto na penúltima rodada da competição, marcado para o dia 29 de novembro, na Neo Química Arena, em São Paulo.
O duelo pode ter impacto importante na disputa contra o rebaixamento. Com quatro pontos de diferença entre as equipes na classificação informada, o resultado poderá influenciar diretamente a situação dos clubes na reta final.
Enquanto aguarda uma possível decisão da CBF sobre o pedido gremista, o Corinthians também precisa lidar com a pressão dentro de campo e com a repercussão do episódio envolvendo a torcida organizada.
A definição sobre eventuais medidas de segurança ou punições dependerá da análise das autoridades responsáveis. Até lá, o caso segue como mais um capítulo de tensão em um campeonato marcado pela disputa acirrada na parte de baixo da tabela.
Repórter, produtor e repórter cinematográfico especializado em jornalismo esportivo, com 13 anos de experiência na cobertura, produção e registro audiovisual de diversos eventos esportivos. Atua na apuração e produção de...
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