Flavia Saraiva
(Imagem: Ricardo Bufolin/CBG)
A ginasta brasileira Flávia Saraiva conquistou a medalha de bronze na final da trave do Mundial de Ginástica Artística, neste domingo, 25 de outubro, em Roterdã, na Holanda. Com uma pontuação de 14,300, a atleta garantiu um lugar no pódio e igualou o melhor resultado do Brasil no aparelho em campeonatos mundiais.
O ouro ficou com a argelina Kaylia Nemour, enquanto a chinesa Zhang Qingying terminou com a medalha de prata. As duas ginastas receberam 14,566 pontos, mas Nemour levou vantagem no critério de desempate, graças à nota de execução de 8,266, superior aos 8,066 obtidos pela adversária.
A conquista de Flávia representou a segunda medalha brasileira nesta edição do Mundial. Antes dela, Rebeca Andrade havia conquistado o tricampeonato na prova do salto, ampliando sua trajetória de destaque na ginástica artística internacional.
Flávia Saraiva comemora medalha após dez anos de tentativas
Em entrevista ao SporTV após a final, Flávia destacou a satisfação por alcançar o pódio em uma competição mundial. A ginasta também lembrou o período de preparação e as estratégias adotadas para aumentar a dificuldade de sua apresentação e buscar a melhor pontuação possível.
A brasileira ressaltou que a disputa é decidida por pequenas diferenças na avaliação dos movimentos e afirmou que o resultado representa um alívio após uma década de tentativas para conquistar uma medalha na trave em Mundiais.
Aos 27 anos, Flávia já havia participado de finais olímpicas e mundiais, mas ainda buscava subir ao pódio nessa prova em um campeonato mundial. A conquista em Roterdã marcou uma nova etapa em sua carreira e reforçou sua posição entre as principais especialistas do aparelho.
Brasileira iguala marca de Rebeca Andrade
Com o bronze, Flávia Saraiva igualou o melhor resultado brasileiro na trave em Mundiais, marca que havia sido alcançada por Rebeca Andrade em 2023. A conquista também representa a terceira medalha de Flávia em campeonatos mundiais.
Na edição de 2023, Rebeca conquistou a prata na disputa por equipes e o bronze no solo. Já em 2025, Flávia ficou na quarta colocação na final da trave, terminando perto do pódio. Em Roterdã, a brasileira conseguiu transformar a boa campanha em medalha.
A trajetória de Flávia no aparelho começou ainda nas categorias de base. Em 2014, ela conquistou a medalha de prata na trave nos Jogos Olímpicos da Juventude. Desde então, acumulou participações em grandes competições, incluindo duas finais olímpicas na prova e sua terceira decisão de Mundial.
A ginasta também integrou a equipe brasileira que conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, resultado histórico para o país na modalidade.
Kaylia Nemour conquista o ouro na trave
A final em Roterdã também teve uma disputa equilibrada pelo título. Kaylia Nemour e Zhang Qingying terminaram com a mesma pontuação total, 14,566, mas a argelina ficou com o ouro por apresentar nota de execução superior.
O resultado representou uma mudança em relação ao Mundial de 2025. Naquela edição, Zhang Qingying conquistou o título da trave, enquanto Nemour terminou com a medalha de prata. Desta vez, as duas voltaram a ocupar as primeiras posições, mas em ordem invertida.
Para o Brasil, o bronze de Flávia Saraiva e o ouro de Rebeca Andrade no salto reforçam a presença do país entre os destaques da ginástica artística mundial. A medalha conquistada por Flavinha também coroa uma longa trajetória de dedicação à trave, aparelho no qual a precisão e o controle dos movimentos são fundamentais para alcançar as melhores notas.
Repórter, produtor e repórter cinematográfico especializado em jornalismo esportivo, com 13 anos de experiência na cobertura, produção e registro audiovisual de diversos eventos esportivos. Atua na apuração e produção de...
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