A ginasta Flávia Saraiva conquistou o ouro na prova das barras assimétricas da etapa da Hungria da Copa do Mundo de ginástica artística.
(Imagem: Ricardo Bufolin/CBG)
Flávia Saraiva conquistou a medalha de ouro nas barras assimétricas neste sábado (19), durante a etapa da Copa do Mundo de ginástica artística em Szombathely, na Hungria.
A brasileira recebeu nota final de 13,366 pontos, resultado formado por 5,6 pontos de dificuldade e 7,766 de execução. A pontuação foi suficiente para superar a norte-americana Tatum Drusch, que ficou com a prata, e a eslovaca Barbora Kundrát, bronze.
Brasileira supera rivais por margem apertada
Tatum Drusch terminou com 13,300 pontos, apenas 0,066 atrás de Flávia. Barbora Kundrát completou o pódio com 13,233.
A diferença pequena reforça o alto nível da final e a importância da execução limpa da brasileira em um aparelho no qual cada desconto pode alterar completamente a classificação.
Lorrane Oliveira termina perto do pódio
O Brasil também teve Lorrane Oliveira na final. Ela terminou na quarta posição, com 13,166 pontos, apenas 0,067 atrás da medalha de bronze.
A presença de duas brasileiras entre as quatro primeiras colocações mostra a competitividade da equipe em um aparelho que historicamente não era o principal destaque do país.
Primeira competição internacional de Flávia no ano
A etapa húngara marca a primeira competição internacional de Flávia Saraiva em 2026. O retorno ao circuito com medalha de ouro funciona como teste importante de rotina, dificuldade e consistência antes do principal compromisso da temporada.
A ginasta vem sendo preparada com atenção especial ao controle de carga e à recuperação física, em um ciclo que exige equilíbrio entre resultados imediatos e planejamento para o Mundial e os Jogos de Los Angeles 2028.
Domingo terá mais finais para o Brasil
Flávia volta a competir neste domingo na final da trave de equilíbrio. Rebeca Andrade também está prevista na disputa do aparelho, ampliando a presença brasileira nas decisões da etapa.
No solo, Lorrane Oliveira representa o país e busca mais um resultado expressivo antes do encerramento da competição.
Mundial será em outubro
A etapa de Szombathely faz parte da preparação para o Campeonato Mundial de Ginástica Artística, previsto para ocorrer entre 17 e 25 de outubro, em Roterdã, nos Países Baixos.
O Mundial será uma referência importante para avaliar o momento das principais seleções e ginastas no ciclo rumo a Los Angeles 2028.
Resultado amplia opções da seleção
Embora Flávia seja reconhecida principalmente por seu desempenho na trave e no solo, o ouro nas barras mostra evolução e aumenta as possibilidades de composição da equipe brasileira.
Em competições por equipes, a capacidade de utilizar uma atleta em mais aparelhos amplia as alternativas táticas e reduz a dependência de especialistas.
O resultado na Hungria, portanto, tem importância que vai além da medalha: serve como indicador de consistência técnica e de versatilidade em uma temporada decisiva para o planejamento da seleção.