Presidente Lula
(Imagem: Foto: Agência Brasil)
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma reação negativa nos mercados internacionais nesta segunda-feira (26). Antes da abertura das negociações nos Estados Unidos, ações de empresas brasileiras e fundos ligados ao mercado nacional registraram fortes perdas. Entre os destaques, um fundo negociado em Nova York que acompanha ações brasileiras caiu 27%, enquanto um produto semelhante no Japão recuou 15%, a maior queda diária desde 2008.
A movimentação também atingiu grandes empresas com atuação no Brasil. No início do pregão norte-americano, papéis ligados à XP e ao Itaú Unibanco chegaram a registrar desvalorizações de pelo menos 26%. Na Europa, o Banco Santander e a Telefónica tiveram quedas superiores a 5%.
Os recuos ocorreram após o resultado das eleições presidenciais de 2026, nas quais Lula venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL). A reação dos investidores refletiu a movimentação dos mercados diante das perspectivas para a economia brasileira e das decisões que podem ser tomadas pelo governo no novo mandato.
Queda no Ibovespa e alta do Dólar
A Bolsa de Valores brasileira (B3) interrompeu as negociações por 30 minutos nesta segunda-feira, 26 de outubro, após uma queda de 10% no principal índice do mercado financeiro, o Ibovespa.
A suspensão ocorreu no primeiro dia de pregão após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi acionada por meio do mecanismo conhecido como circuit breaker, utilizado em momentos de forte desvalorização.
A medida foi adotada ainda no início das operações, em meio à reação dos investidores ao resultado das eleições presidenciais. No mesmo período, o dólar abriu em alta e chegou a R$ 5,60, refletindo a instabilidade no mercado financeiro.
O circuit breaker funciona como uma pausa temporária nas negociações quando a bolsa registra perdas expressivas. O objetivo é interromper operações durante movimentos bruscos de queda e permitir que o mercado absorva as informações antes da retomada dos negócios.
A suspensão desta segunda-feira foi motivada pela desvalorização de 10% do Ibovespa em relação ao fechamento anterior. Após a reabertura, o índice continuou em queda. Por volta das 11h, recuava 16,59%, aos 171.061 pontos, depois de atingir a mínima de 169.516 pontos durante o pregão.
A última vez que o mecanismo havia sido acionado no mercado brasileiro foi durante a pandemia de covid-19, quando a crise sanitária provocou fortes oscilações nas bolsas internacionais.
A reação negativa dos investidores ocorre em meio às preocupações com os rumos da economia brasileira após o resultado eleitoral, especialmente em relação à política fiscal e à condução das contas públicas.
Pelas regras da B3, o mecanismo prevê diferentes níveis de interrupção conforme a intensidade das perdas. Se o Ibovespa atingir queda de 15% após a retomada, as negociações podem ser suspensas novamente por uma hora. Caso a desvalorização chegue a 20%, a bolsa pode determinar uma paralisação por período definido pela própria instituição.
O acionamento do circuit breaker não significa que as perdas serão revertidas, mas estabelece uma interrupção temporária em situações de forte instabilidade no mercado financeiro.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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