Balanço do Tesouro Nacional detalha o desempenho das receitas e despesas no encerramento do semestre
(Imagem: Joédson Alves / Agência Brasil)
O balanço financeiro divulgado pela secretaria competente aponta que as despesas governamentais superaram a arrecadação no sexto mês do ano. A elevação nos pagamentos de benefícios previdenciários e custeio na área da saúde fez o Governo Central registrar um resultado negativo expressivo, ampliando a pressão sobre as contas públicas no período.
A variação no saldo negativo supera o montante apurado no mesmo período do ano anterior em valores corrigidos pela inflação oficial. O indicador que reúne o desempenho do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central serve como termômetro para avaliar a capacidade do estado em manter o equilíbrio das contas públicas sem considerar os juros da dívida.
Desempenho do semestre e impacto previdenciário
No acumulado dos primeiros seis meses do ano a diferença entre receitas e despesas apresentou saldo negativo superior a noventa bilhões de reais. O principal fator de pressão sobre as contas públicas continua sendo o déficit previdenciário, cujos pagamentos habituais de aposentadorias e pensões superam com folga a arrecadação de contribuições do sistema.
Apesar do resultado negativo no saldo global a arrecadação federal apresentou crescimento real na comparação anual. O aumento no recolhimento de impostos sobre importação produtos industrializados e recursos naturais garantiu receitas expressivas, mas o avanço do faturamento não foi suficiente para conter a expansão das despesas das contas públicas.
Despesas obrigatórias e investimentos públicos
O ritmo de expansão dos gastos públicos superou a taxa de crescimento da arrecadação no semestre. As altas mais expressivas ocorreram no pagamento de precatórios sentenças judiciais benefícios sociais e pessoal, fatores que engessam a gestão das contas públicas e exigem controle rigoroso da equipe econômica.
Por outro lado as aplicações em obras de infraestrutura e aquisição de equipamentos registraram avanço significativo no período. O aumento nos investimentos federais busca garantir a execução de projetos prioritários para o desenvolvimento nacional sem perder de vista o cumprimento das metas fiscais para a manutenção da sustentabilidade das contas públicas.
A equipe econômica do governo mantém a projeção de cumprir as metas fiscais estabelecidas dentro da margem de tolerância prevista em lei. A gestão aposta no crescimento contínuo das receitas no segundo semestre para estabilizar os indicadores e assegurar a previsibilidade necessária ao ambiente de negócios do país.