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Ter, 06 de Outubro
Saúde

Hábito comum após o almoço pode estar ligado a sinais iniciais de demência

14 mar 2026 - 19h07 Alexsander Arcelino
Família reunida durante refeição representando rotina após o almoço Hábito de cochilar após o almoço pode estar relacionado a sinais iniciais de demência em idosos. (Imagem: Canva)

Um hábito comum após o almoço, especialmente entre pessoas idosas, pode estar relacionado a sinais iniciais de demência. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que cochilos frequentes durante o dia podem indicar maior risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer.

O estudo foi publicado na revista científica Alzheimer’s and Dementia e acompanhou mais de 1.400 participantes com idades entre 74 e 88 anos ao longo de 14 anos.

Os resultados mostraram que idosos que cochilavam diariamente ou dormiam mais de uma hora durante o dia apresentaram cerca de 40 por cento mais chances de desenvolver Alzheimer.

Monitoramento revelou aumento progressivo dos cochilos

Durante a pesquisa, os cientistas utilizaram dispositivos de monitoramento para acompanhar o tempo de cochilo dos participantes.

A análise apontou que os períodos de sono diurno eram mais longos entre aqueles que posteriormente desenvolveram a doença.

Enquanto idosos considerados saudáveis aumentaram o tempo de cochilo em média 11 minutos por ano, pessoas com comprometimento cognitivo leve apresentaram aumento aproximadamente duas vezes maior.

Entre os participantes que evoluíram para o diagnóstico de Alzheimer, o aumento médio chegou a cerca de 68 minutos diários.

Cochilo pode ser sintoma da doença

A relação entre cochilos durante o dia e demência ainda está sendo investigada pelos pesquisadores.

Uma das hipóteses é que o aumento do sono diurno seja um dos primeiros sinais da doença. Outra possibilidade é que a própria degeneração de neurônios responsáveis pelo estado de alerta provoque maior sonolência ao longo do dia.

Mesmo após considerar fatores como a qualidade do sono noturno, os cientistas observaram que a ligação entre cochilos frequentes e demência continuou presente.

Alterações no cérebro podem explicar o fenômeno

Especialistas apontam que o acúmulo de determinadas proteínas no cérebro, característica do Alzheimer, pode provocar maior sonolência durante o dia.

Essas alterações biológicas podem afetar áreas responsáveis pela manutenção do estado de vigília, embora os mecanismos ainda não sejam completamente compreendidos.

Por isso, novos estudos ainda são necessários para entender melhor a relação entre o aumento do sono diurno e o desenvolvimento da doença.

Atenção aos sinais em idosos

Com o avanço da idade, é natural que algumas pessoas passem a cochilar com mais frequência durante o dia. No entanto, especialistas alertam que mudanças bruscas ou cochilos excessivos podem indicar problemas de saúde.

Alterações no padrão de sono, no nível de energia ou no humor devem ser observadas com atenção por familiares e cuidadores.

Caso essas mudanças se tornem frequentes ou intensas, a recomendação é buscar orientação médica para avaliação adequada.

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