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Ter, 06 de Outubro
Saúde

Idosos acima de 70 anos que veem muita TV podem enfrentar perda cognitiva

29 abr 2026 - 21h38 Alexsander Arcelino
Idosa assistindo televisão com controle remoto em ambiente doméstico Excesso de televisão pode estar ligado à solidão e à perda cognitiva em idosos (Imagem: Canva)

Assistir televisão por longos períodos é um hábito comum, mas pode ter impactos importantes na vida de idosos com mais de 70 anos. Segundo especialistas em psicologia, o excesso de tempo diante da TV pode estar associado não apenas à solidão, mas também ao aumento do risco de comprometimento cognitivo.

Para muitos idosos, a televisão vai além do entretenimento. Ela pode funcionar como uma forma de companhia, especialmente para aqueles que vivem sozinhos ou têm pouco contato social. Nesse contexto, o hábito de assistir TV por várias horas ao dia pode refletir uma tentativa de preencher lacunas emocionais.

Excesso de TV entre idosos acende alerta

Estudos apontam que idosos que passam quatro horas ou mais por dia assistindo televisão apresentam maior probabilidade de desenvolver problemas cognitivos. A rotina sedentária e a baixa interação social são fatores que contribuem para esse cenário.

Com a aposentadoria, muitos idosos passam a enfrentar uma mudança significativa na rotina. Atividades que antes ocupavam grande parte do tempo deixam de existir, abrindo espaço para períodos mais longos de inatividade. Nesse contexto, a televisão se torna uma opção acessível e constante.

No entanto, especialistas destacam que o excesso pode reforçar sentimentos de isolamento. A falta de estímulos sociais e mentais pode acelerar processos de declínio cognitivo, especialmente quando não há outras atividades complementares no dia a dia.

Relação com solidão e saúde emocional

A psicologia aponta que o comportamento de assistir TV por longas horas pode estar ligado à sensação de perda de utilidade social. Muitos idosos relatam que, após deixarem o mercado de trabalho, passam a se sentir menos participativos na rotina familiar e social.

Além disso, a forma como o envelhecimento é retratado na televisão também pode influenciar a percepção dessas pessoas sobre si mesmas. Em alguns casos, isso contribui para sentimentos negativos e até quadros de depressão.

Pesquisas indicam que idosos que vivem sozinhos e assistem televisão por muitas horas tendem a apresentar níveis mais elevados de solidão em comparação com aqueles que mantêm convivência frequente com outras pessoas.

Importância do equilíbrio no dia a dia

Apesar dos riscos, especialistas ressaltam que assistir televisão não é, por si só, prejudicial. O problema está no excesso e na substituição de outras atividades importantes, como interação social, exercícios físicos e estímulos cognitivos.

Manter uma rotina equilibrada, com atividades variadas, pode ajudar a preservar a saúde mental e emocional dos idosos. Práticas como leitura, caminhadas e encontros sociais são fundamentais para melhorar a qualidade de vida.

Dessa forma, o alerta não é para eliminar a televisão, mas para evitar que ela se torne a principal ou única companhia no dia a dia. O equilíbrio segue sendo essencial para um envelhecimento mais saudável.

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