Urna eletrônica preparada para receber o voto dos eleitores brasileiros nas Eleições 2026.
(Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)
A disputa presidencial de 2026 registrou maior participação dos eleitores no segundo turno, realizado em 25 de outubro. Cerca de 2,95 milhões de pessoas a mais compareceram às urnas em relação à primeira votação, realizada no dia 4 de outubro. Além disso, o número de votos brancos e nulos caiu aproximadamente 30,5%, segundo os dados apresentados pelo TSE.
No primeiro turno, no dia 4 de outubro, 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar. Na etapa final, esse número recuou para cerca de 30,5 milhões. Com isso, a taxa de abstenção passou de 21,08% para 19,22% do eleitorado.
O resultado chama a atenção por representar uma mudança em relação ao comportamento registrado em eleições presidenciais anteriores, quando a ausência de eleitores geralmente aumentava na segunda votação.
Em 2010, a abstenção subiu de 18,12% no primeiro turno para 21,50% no segundo. Em 2014, o índice também aumentou, passando de 19,39% para 21,10%. Já em 2018, a taxa avançou de 20,33% para 21,30%.
Em 2022, o cenário começou a mudar, com a redução da abstenção de 20,95% para 20,59%. Em 2026, a queda foi mais expressiva, reforçando a diferença em relação ao padrão observado nas eleições anteriores.
Menos votos brancos e nulos
A redução também apareceu nos votos brancos e nulos. No primeiro turno, foram registrados aproximadamente 2,3 milhões de votos em branco e 3,67 milhões de votos nulos.
No segundo turno, os votos em branco caíram para cerca de 1,43 milhão, enquanto os nulos somaram aproximadamente 2,72 milhões. Juntos, os dois tipos de voto passaram de 5,97 milhões para 4,15 milhões.
Os números mostram que a votação final teve mais comparecimento e menos votos brancos e nulos. Embora os dados não expliquem os motivos dessa mudança, eles revelam uma alteração importante na participação dos brasileiros nas eleições presidenciais de 2026.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
Ver todas as publicações