Flávio Bolsonaro
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apagou de seu perfil no X (antigo Twitter) uma série de postagens antigas nas quais fazia duras críticas a programas de transferência de renda e chamava os benefícios de "bolsa-farelo".
A remoção ostensiva do conteúdo em suas redes sociais ocorre em um momento decisivo da corrida eleitoral, acendendo questionamentos sobre a recente mudança de postura política do parlamentar em relação às pautas sociais e ao suporte financeiro concedido a famílias de baixa renda.
Entre as mensagens deletadas, estavam declarações nas quais o então deputado estadual se orgulhava de ter sido o único voto contrário ao programa Renda Melhor no Rio de Janeiro, além de postagens acusando o PT de "perpetuar a pobreza" e manter eleitores dependentes de auxílios estatais.
Em outras publicações excluídas, Flávio ironizava os beneficiários do programa ao sugerir que eles "não procuravam emprego", defendia o limite de apenas dois anos para o recebimento de auxílios e classificava o reajuste das bolsas sociais como financiamento público de campanha da oposição.
A exclusão dos registros digitais ocorre simultaneamente a um forte embate político em torno das propostas sociais da candidatura do PL.
A polêmica ganhou força após a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, defender uma regra de transição de dois anos para os beneficiários do programa social que ingressarem no mercado formal de trabalho.
A declaração gerou reações imediatas da militância adversária, que acusou a chapa de planejar o desligamento sumário das famílias após 24 meses.
Para conter a repercussão negativa, tanto o senador quanto sua assessoria econômica gravaram vídeos públicos para negar qualquer intenção de cortar o benefício.
Eles afirmaram que a proposta visa ampliar a permanência e garantir o retorno automático em caso de desemprego, garantindo que o direito continuará assegurado em uma eventual gestão.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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