Turcos celebram gol na vitória sobre os Estados Unidos em jogo que marcou recorde histórico. Foto: Frederic J. Brown / AFP
(Imagem: gerado por IA)
A Copa do Mundo de 2026 ainda nem encerrou sua fase de grupos, mas já cravou seu nome na história como a edição mais ofensiva de todos os tempos. Com a bola na rede no confronto entre Estados Unidos e Turquia nesta quinta-feira, o torneio atingiu a marca de 176 gols, superando oficialmente o recorde estabelecido no Catar em 2022, que detinha o topo com 172 gols.
O momento histórico ocorreu quando o defensor norte-americano Auston Trusty marcou o gol de número 173 da competição. Mais do que uma estatística isolada, esse número reflete o novo dinamismo de um torneio que, pela primeira vez, abriga 48 seleções e uma avalanche de novas narrativas em campo.
Na prática, isso muda mais do que parece. O aumento no número de participantes foi alvo de críticas iniciais, mas os dados mostram que a competitividade e o volume de jogo estão entregando o espetáculo prometido pela Fifa. E é aqui que o interesse do público mundial se justifica.
O impacto do novo formato de 48 seleções
A expansão para 48 equipes permitiu que mais jogos fossem realizados, o que naturalmente impulsiona a contagem total de gols. Até agora, foram 60 partidas disputadas nesta edição. Para efeito de comparação, a Copa do Catar em 2022 precisou de 64 jogos, ou seja, o torneio completo para chegar aos seus 172 gols.
Mas não é apenas uma questão de quantidade. A média de gols tem se mantido alta, desafiando a lógica de que mais times significaria menor qualidade técnica. O que estamos vendo é uma descentralização do talento, com seleções emergentes forçando as gigantes a jogarem de forma mais aberta e ofensiva.
Embora a histórica Copa de 1954, na Suíça, ainda detenha a maior média de gols por partida (impressionantes 5,38), o volume total de 2026 já é um testemunho da escala colossal que o evento atingiu no século XXI.
Público recorde e a força das arquibancadas
Se dentro de campo os gols não param, fora dele os estádios estão pulsando. A Fifa confirmou que esta edição já atraiu 3,6 milhões de torcedores, superando o recorde histórico que pertencia à Copa de 1994, também realizada majoritariamente em solo norte-americano, que registrou 3,5 milhões.
Esse fenômeno de lotação máxima em países como Estados Unidos, Canadá e México mostra que o mercado da América do Norte atingiu um novo patamar de maturidade. O impacto vai além do esporte, movimentando bilhões em turismo e logística, enquanto consolida o futebol em uma região tradicionalmente dominada por outras modalidades.
O que pode acontecer a partir disso é uma consolidação definitiva do formato expandido. Com o mata-mata ainda por vir, a tendência é que esses recordes sejam pulverizados, deixando um legado de abundância técnica e popularidade que servirá de régua para as futuras gerações do esporte mais popular do planeta.