Jogadores da Seleção Brasileira fazem últimos ajustes táticos em Nova Jersey antes do embarque para a decisão em Miami
(Imagem: Foto: Nelson Terme / CBF)
O destino da delegação nacional nos cruzamentos eliminatórios do Mundial começa a ser selado na noite desta quarta-feira (24). A Seleção Brasileira entra em campo às 19h (horário de Brasília) para enfrentar a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami (EUA). Válido pela última rodada do Grupo C, o confronto é estratégico para os planos do técnico Carlo Ancelotti, que busca consolidar a classificação às oitavas de final na liderança isolada da chave, garantindo vantagens logísticas cruciais para o restante do torneio.
A matemática para assegurar o topo da tabela é favorável, mas exige atenção. O Brasil lidera o agrupamento com quatro pontos e um saldo positivo de três gols, enquanto o Marrocos aparece na vice-liderança com a mesma pontuação, mas saldo de um gol. Uma vitória simples contra os escoceses confirma a liderança, desde que os marroquinos não goleiem o Haiti tirando a diferença histórica de gols. Em caso de empate, o time canarinho dependerá de um tropeço ou igualdade no placar do confronto simultâneo de Marrocos para não cair para a segunda posição.
Organização tática e a análise de Ancelotti
O comandante italiano sinalizou que espera um salto de qualidade técnica e maturidade coletiva nesta terceira apresentação em solo norte-americano. Em entrevista coletiva na véspera do embate, Ancelotti elogiou o crescimento gradual do elenco nas duas primeiras rodadas, mas fez um alerta sobre as características do adversário britânico.
De acordo com o treinador, a Escócia que soma três pontos após vencer o Haiti e perder para Marrocos impõe um jogo de forte contato e imposição física:
-
Desenho Tático: Os escoceses atuam estruturados no sistema clássico 4-4-2, priorizando a compactação das duas linhas de quatro;
-
Estilo de Jogo: A equipe abusa das transições longas, esticando bolas da defesa direto para o pivô dos atacantes;
-
Alerta na Área: O jogo aéreo e o volume de cruzamentos laterais foram identificados como os principais perigos a serem neutralizados pela zaga brasileira.
Tabu em Copas e o retorno escocês após 28 anos
O confronto carrega um peso histórico de Copa do Mundo. A Escócia carimbou o passaporte para o torneio de 2026 após um hiato de quase três décadas longe dos holofotes mundiais sua última participação havia ocorrido na edição de 1998, na França, justamente em um jogo de abertura contra o Brasil. O país, que ocupa o 41º lugar no Ranking da FIFA, carimbou sua vaga nesta edição após superar a Dinamarca por 4 a 2 em um jogo decisivo em Glasgow.
O retrospecto geral aponta uma soberania absoluta da Seleção Brasileira. Em dez confrontos disputados na história do futebol profissional, o Brasil soma oito vitórias e dois empates, jamais tendo sido derrotado pelos escoceses. O encontro mais recente ocorreu em um amistoso internacional em 2011, em Londres, com triunfo brasileiro por 2 a 0. Em edições de Copas do Mundo, foram quatro duelos registrados, com três vitórias da Amarelinha (1982, 1990 e 1998) e um empate sem gols (1974).
Para o torcedor acompanhar os desdobramentos em Miami, o duelo contará com ampla cobertura multiplataforma:
-
Televisão Aberta: TV Globo e SBT
-
Televisão por Assinatura: sportv e N Sports
-
Streaming e Internet: Ge TV (via Globoplay) e CazéTV (YouTube)
A FIFA escalou uma equipe de arbitragem majoritariamente mexicana para conduzir o duelo. O árbitro principal será César Ramos, auxiliado pelos assistentes Alberto Amorim e Marco Bisguerra. O quarto árbitro designado para coordenar o banco de reservas será o norueguês Espen Eskas, tendo como assistente reserva o também norueguês Jan Erik Engan.