Painel do mercado financeiro mostrando cotações do dólar e índices da bolsa de valores em dia de forte volatilidade.
(Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)
O dólar fecha em alta nesta quinta-feira (15), cotado a R$ 5,087, com valorização de 1,15%. A Bolsa brasileira seguiu o caminho oposto: o Ibovespa recuou 1,06% e terminou aos 204.324,26 pontos. O mercado operou com cautela, de olho no cenário eleitoral e em possíveis medidas econômicas do governo, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) da tarifa zero aos fins de semana.
Por que o dólar fecha em alta no Brasil
A moeda americana ganhou força ao longo do pregão e renovou máximas na reta final, chegando a R$ 5,098. O encerramento a R$ 5,087 é o maior desde 2 de outubro, quando a cotação terminou em R$ 5,216.
O movimento contrariou o que se viu lá fora. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,53%, aos 102,015 pontos.
No mercado brasileiro, a atenção se dividiu entre uma nova pesquisa eleitoral e o noticiário sobre medidas do governo. Também esteve no radar dos investidores a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia anunciar tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados.
Mesmo com três altas consecutivas, a moeda ainda acumula queda de 1,70% em outubro e de 7,33% em 2026.
Ibovespa perde força na última hora de negociação
O índice passou boa parte da tarde na faixa dos 205 mil pontos, mas aprofundou as perdas na última hora. Chegou a se aproximar da mínima do dia, de 203.110,43 pontos, e fechou em queda de 1,06%.
Segundo a cobertura do pregão, a cautela dos investidores veio do cenário eleitoral e de notícias sobre medidas econômicas com impacto fiscal nos próximos anos. O giro financeiro da sessão foi de R$ 27 bilhões.
Apesar do tombo do dia, o Ibovespa ainda soma alta de 9,65% em outubro e de 26,81% no ano. Na semana, porém, o saldo é negativo: queda de 2,27%.
Petróleo fecha sem direção única
Os preços do petróleo terminaram a quinta-feira sem um rumo comum, em meio a ajustes de posições após a alta da sessão anterior. O mercado acompanhou as tensões no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, além de sinais de aumento da oferta global.
O Brent, referência para as negociações internacionais, caiu 0,13% e fechou a US$ 105,92 por barril. Já o WTI para novembro, negociado nos Estados Unidos, subiu 3,03%, a US$ 97,97.
A oferta também esteve em foco. Os estoques semanais de petróleo dos Estados Unidos caíram 8,557 milhões de barris, resultado acima das previsões. Nesta quinta, a Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de cerca de 100 milhões de barris de reservas estratégicas, anunciada pelo G7 no início de outubro.
Os números do dia: dólar fecha em alta e Ibovespa recua
- Dólar à vista: R$ 5,087 (+1,15%), com máxima de R$ 5,098;
- Dólar no mês: queda acumulada de 1,70%;
- Dólar no ano: queda acumulada de 7,33%;
- Ibovespa: 204.324,26 pontos (-1,06%);
- Ibovespa na semana: queda de 2,27%;
- Ibovespa no mês: alta de 9,65%;
- Petróleo Brent: US$ 105,92 por barril (-0,13%);
- Petróleo WTI: US$ 97,97 por barril (+3,03%).