Netinho, falecido após travar luta contra Linfoma não-Hodgkin
(Imagem: Fotos: Reprodução)
A morte do cantor baiano Netinho, aos 60 anos, em Salvador, reacendeu o alerta sobre o linfoma não-Hodgkin, neoplasia que afeta o sistema linfático.
Conhecido nacionalmente como um dos maiores ícones do axé music e voz do hit "Milla", o artista enfrentava um tumor do tipo B, variação da doença que acabou evoluindo para disfunção múltipla de órgãos após afetar o funcionamento dos seus rins.
O linfoma não-Hodgkin surge quando os linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo, sofrem mutações e passam a se multiplicar de maneira desordenada.
Por se tratar de um tecido presente em diversos órgãos e vasos do corpo, a enfermidade pode se alastrar rapidamente por regiões como pescoço, axilas, virilha e abdômen. Existem mais de duas dezenas de variações catalogadas, sendo as que atingem as células B, como a diagnosticada em Netinho, as mais comuns.
Os sinais de alerta costumam incluir o surgimento de nódulos indolores no corpo, febre sem motivo aparente, suores noturnos intensos, cansaço extremo e perda de peso repentina.
Quando a doença avança de forma agressiva, pode comprometer o funcionamento de órgãos vitais. No caso do cantor baiano, a evolução do quadro atingiu diretamente o sistema renal, desencadeando complicações graves que levaram ao seu falecimento nesta terça-feira, 13 de outubro.
A identificação da doença requer a realização de biópsia e exames de imagem detalhados. Já as opções de tratamento variam conforme a agressividade do subtipo tumoral, incluindo sessões de quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou até o transplante de células-tronco.
A evolução dos protocolos médicos tem garantido altas chances de remissão, o que reforça a importância de investigar precocemente qualquer alteração identificada no corpo.
Carreira do Netinho
Netinho marcou a história da música brasileira como um dos grandes expoentes do axé music. Sua trajetória ganhou projeção nacional em 1988 à frente da Banda Beijo, com o sucesso "Beijo na Boca", mas foi na carreira solo, iniciada em 1993, que o cantor se consolidou como um fenômeno de público.
Em 1996, ele lançou a canção "Milla", faixa que se tornou um hino atemporal das festividades carnavalescas no país e marcou gerações com sua energia nos palcos.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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