Netinho, do sucesso "Milla"
(Imagem: Reprodução / Internet)
Ícone do axé music e voz do inesquecível hit "Milla", o cantor baiano Netinho morreu nesta terça-feira, 13 de outubro, aos 60 anos, em Salvador. O artista estava em tratamento contra um linfoma não Hodgkin do tipo B, doença que evoluiu para disfunção múltipla de órgãos após afetar o funcionamento renal.
Em nota divulgada nas redes sociais, a assessoria do músico lamentou a perda e exaltou o impacto de sua trajetória. O comunicado ressaltou a sensibilidade, a energia e a capacidade de conexão do baiano com o público ao longo de décadas nos palcos.
A equipe também compartilhou uma mensagem que o artista costumava repetir durante o período de internação, na qual expressava gratidão ao público e afirmava partir realizado por tudo o que a arte lhe proporcionou. Respeitando um pedido do próprio cantor, as despedidas no velório e na cremação ocorrerão de forma restrita a familiares e pessoas próximas.
Carreira
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, Netinho mudou-se para a capital aos 10 anos, cidade onde despertou para a música. O reconhecimento em âmbito nacional veio em 1988, quando assumiu os vocais da Banda Beijo durante o Carnaval baiano e projetou a faixa "Beijo na Boca" para as paradas de todo o Brasil. Na sequência, emplacou faixas de destaque como "Estrela Primeira", "Barracos" e "A Vida é Festa".
A consolidação como um dos nomes mais populares da música axé ocorreu após migrar para a carreira solo, em 1993. Três anos mais tarde, em 1996, ele gravou "Milla", faixa que se tornou um fenômeno atemporal das festividades carnavalescas brasileiras.
Na vida pessoal, o cantor baiano foi casado entre os anos de 1997 e 2003 com a jornalista Mariana Trindade, união da qual nasceu sua filha, Bruna Trindade.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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