Equipe médica habilitada realiza procedimento em ambiente cirúrgico com estrutura adequada
(Imagem: Canva)
Dados divulgados durante evento especializado revelam que o Estado do Rio de Janeiro concentra grande parcela das ocorrências policias relacionadas à atuação de falsos profissionais no país. A realização de procedimentos estéticos invasivos por pessoas sem formação técnica acendeu o alerta sobre o exercício ilegal da medicina.
Centenas de casos foram computados nos últimos anos, mas o volume real pode ser ainda mais expressivo devido à subnotificação provocada por receio ou desconhecimento das vítimas. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica cobrou providências urgentes para coibir o exercício ilegal da medicina.
Riscos para a saúde e falta de estrutura
Intervenções estéticas exigem conhecimento anatômico profundo, planejamento anestésico e preparo técnico para tratar complicações imediatas. A execução dessas atividades em ambientes inadequados e por pessoas não autorizadas caracteriza o exercício ilegal da medicina, resultando em infecções e deformidades permanentes.
Clínicas de estética comuns não possuem a estrutura hospitalar necessária para suporte de vida em momentos de emergência. A ausência de ambientes esterilizados e de insumos adequados agrava as consequências trazidas pelo exercício ilegal da medicina.
Como verificar profissionais e fazer denúncias
Especialistas recomendam que a população consulte os registros oficiais no Conselho Federal de Medicina antes de realizar qualquer procedimento invasivo. Essa checagem prévia é a principal ferramenta do cidadão para evitar cair em ciladas do exercício ilegal da medicina.
Aos médicos que atendem pacientes com complicações decorrentes de intervenções inadequadas, orienta se o envio de notificações às autoridades competentes. O engajamento conjunto de profissionais e pacientes é fundamental para combater o exercício ilegal da medicina.