Barris de madeira utilizados no envelhecimento e na produção de cachaça brasileira para exportação
(Imagem: Canva)
As vendas do destilado genuinamente nacional para o exterior registraram forte recuperação no último ano com o avanço do consumo em diversos continentes. Os dados consolidados no levantamento setorial revelam que o faturamento com os embarques da cachaça brasileira superou a marca de dezessete milhões de dólares, impulsionado pela maior procura por bebidas destiladas artesanais e de alta qualidade no mercado internacional.
A ampliação da demanda externa pela cachaça brasileira garantiu um avanço expressivo de quase vinte por cento no volume total exportado na comparação com o ciclo anterior. A bebida atingiu mercados em dezenas de países, igualando recordes históricos de penetração comercial e consolidando a presença do produto nacional em bares e restaurantes das principais capitais mundiais.
Liderança norte americana e volume de vendas no Paraguai
Na análise dos destinos compradores, os Estados Unidos mantiveram a liderança absoluta na receita gerada pela cachaça brasileira, concentrando a maior fatia do valor arrecadado pelo setor. O mercado norte americano destaca se pela compra de garrafas de maior valor agregado e rótulos envelhecidos em madeiras nobres, muito utilizados na alta coquetelaria das grandes metrópoles.
Já na avaliação de volume em litros, o Paraguai liderou a lista de países importadores, seguido de perto por nações europeias como Alemanha e Portugal. A média de preço praticada no mercado global manteve se estável, embora lotes exclusivos e edições comemorativas da cachaça brasileira tenham atingido cotações elevadas em mercados consumidores da Europa.
Potencial de expansão e desafios no comércio exterior
Apesar dos números positivos de vendas, as remessas enviadas para o exterior ainda representam uma parcela pequena perto do volume total produzido nas destilarias nacionais. Entidades do setor avaliam que a cachaça brasileira possui enorme espaço para expansão internacional quando comparada a outros destilados tradicionais como o uísque e a tequila.
Para ampliar a presença nas prateleiras globais, produtores e órgãos de fomento defendem a consolidação de acordos comerciais e a realização de campanhas de promoção de marca no exterior. O combate a barreiras alfandegárias e o fortalecimento do reconhecimento da cachaça brasileira como produto exclusivo do país são apontados como passos fundamentais para alavancar novas exportações nos próximos anos.