Equipes do programa Recicla São João garantem a triagem e o destino correto de toneladas de plásticos e alumínio gerados no Parque do Povo
(Imagem: Foto: Codecom / Prefeitura de Campina Grande)
A engenharia socioambiental montada para a edição de 2026 d'O Maior São João do Mundo consolidou indicadores expressivos de eficiência e sustentabilidade. Um balanço operacional divulgado pela Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), revela que o programa Recicla São João destinou corretamente 52.830 quilos (52,8 toneladas) de materiais recicláveis até o dia 24 de junho. O volume posiciona a festividade junina paraibana como uma das principais referências em gestão de resíduos em eventos de massa no país.
A força-tarefa coordenada pelo Departamento de Limpeza Urbana (Delur) montou um circuito de monitoramento que ultrapassa os limites do Parque do Povo e do recém-integrado Parque Evaldo Cruz. O planejamento logístico abrange também os polos descentralizados nos distritos de Galante, São José da Mata e Catolé de Boa Vista. No total, as equipes removeram das ruas 411 toneladas de resíduos, somando 296,79 toneladas oriundas da coleta domiciliar regular e 114,22 toneladas recolhidas diretamente nos pontos de grande adensamento de público.
Infraestrutura urbana e manutenção dos polos
A manutenção da salubridade e da estética urbana ao longo dos 22 dias de festas exigiu uma escala ininterrupta de serviços de zeladoria. Os operários da limpeza urbana cobriram uma extensão de 16.717 quilômetros em linhas de varrição de vias públicas, além de executarem 37 quilômetros de capinação nas rotas de acesso aos palcos.
Para sustentar a operação de limpeza e atendimento ao turista, a estrutura dispõe de:
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Mão de Obra: Contratação temporária de 361 colaboradores integrados exclusivamente ao cronograma junino;
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Saneamento: Manutenção diária de 304 sanitários distribuídos estrategicamente, sendo 115 estruturas físicas e 189 banheiros químicos.
O secretário da Sesuma, Dorgival Vilar, pontuou que o sucesso dos indicadores reflete um plano tático iniciado 30 dias antes do acendimento da fogueira cenográfica. Segundo o gestor, a preparação prévia dos acessos e distritos garantiu que a efervescência turística não gerasse passivos ambientais para o município, mantendo a cidade receptiva e organizada.
Inclusão produtiva e legado socioeconômico
Fundado em 2016, o programa Recicla São João converteu-se na principal engrenagem de mitigação de danos ecológicos da prefeitura. Para além do recolhimento do plástico, alumínio e papelão descartados pelas barracas e palhoças, a iniciativa cumpre uma função de resgate social ao organizar o fluxo de trabalho de dezenas de catadores autônomos e cooperados.
A triagem massiva desses materiais assegura a inserção desses trabalhadores na cadeia formal de reciclagem, transformando o descarte em renda imediata e injetando recursos na economia de base de Campina Grande. Ao alinhar o gigantismo de sua grade artística com metas rígidas de conformidade ecológica, o município comprova que o desenvolvimento econômico do turismo junino pode coexistir com a preservação ambiental e a responsabilidade climática.