Cães e gatos precisam de água fresca, sombra e cuidados extras durante os períodos de calor intenso.
(Imagem: Freepik.com.br)
O aumento das temperaturas exige atenção dos tutores para proteger cães e gatos durante os períodos mais quentes do ano. O calor intenso pode causar desidratação, queimaduras nas patas e hipertermia, uma condição que ocorre quando a temperatura corporal do animal sobe a níveis perigosos. Medidas simples, como oferecer água fresca, adaptar os horários dos passeios e garantir um ambiente ventilado, ajudam a reduzir esses riscos.
A Associação Americana de Medicina Veterinária (AVMA) recomenda que os responsáveis mantenham os animais hidratados e ofereçam espaços com sombra e boa ventilação. Esses cuidados ganham importância nos dias de temperaturas elevadas, quando a exposição prolongada ao sol pode prejudicar a saúde dos pets.
Passeios exigem atenção nos dias quentes
Os tutores devem priorizar o início da manhã ou a noite para passear com os cães. Nesses períodos, as temperaturas costumam ser mais amenas, o que ajuda a diminuir o contato com o calor intenso. Além do horário, os responsáveis precisam observar a temperatura do chão antes de sair de casa.
Calçadas, pisos de concreto e ruas asfaltadas podem acumular calor e provocar queimaduras nas patas dos animais. Uma maneira simples de verificar as condições do local consiste em encostar o dorso da mão no piso por alguns segundos. Se a superfície estiver quente demais para manter o contato, o tutor deve adiar o passeio ou escolher um caminho mais fresco.
Durante os dias de calor, também vale reduzir a duração e a intensidade das atividades físicas. Corridas, brincadeiras prolongadas e caminhadas sob o sol podem elevar a temperatura corporal dos animais, principalmente quando eles não conseguem dissipar o calor de maneira eficiente.
Alguns animais precisam de cuidados redobrados
Nem todos os pets reagem ao calor da mesma forma. Cães de focinho curto, como pugs e bulldogs, enfrentam mais dificuldade para liberar o calor corporal por meio da respiração. Por isso, esses animais precisam de atenção especial nos períodos de temperaturas elevadas.
Filhotes, animais idosos, pets com excesso de peso e aqueles que apresentam doenças cardíacas ou respiratórias também integram os grupos mais vulneráveis. Para esses animais, os tutores devem evitar exercícios intensos, diminuir o tempo dos passeios e garantir acesso a locais frescos, protegidos do sol.
A disponibilidade de água fresca durante todo o dia também faz diferença. Os responsáveis precisam verificar os recipientes com frequência e reabastecê-los sempre que necessário. Dentro de casa, ambientes ventilados e áreas com sombra ajudam os animais a encontrar locais mais confortáveis para descansar.
Como identificar sinais de superaquecimento em cães e gatos
A hipertermia acontece quando o organismo não consegue eliminar o calor na velocidade necessária. O quadro pode evoluir rapidamente e exige atenção aos primeiros sinais.
A ofegância intensa, a salivação excessiva e a dificuldade para respirar podem indicar que o animal está sofrendo com as altas temperaturas. Fraqueza, vômitos, desorientação e dificuldade para caminhar também representam sinais de alerta.
Em situações mais graves, o tutor pode perceber alterações na coloração da língua e das gengivas. Desmaios e convulsões indicam um quadro preocupante e exigem atendimento veterinário imediato.
Ao identificar sinais de superaquecimento, o responsável deve levar o pet para um ambiente fresco e arejado. Também pode iniciar o resfriamento com água fresca aplicada ao corpo do animal, sem utilizar gelo ou água extremamente fria.
O que fazer quando o animal apresenta sinais de calor excessivo
O tutor não deve esperar que os sintomas desapareçam para procurar ajuda. Mesmo quando o animal apresenta alguma melhora após o início do resfriamento, o calor excessivo pode provocar danos aos órgãos.
Por isso, a suspeita de hipertermia exige atendimento veterinário imediato. Enquanto busca assistência, o responsável deve manter o animal em um local ventilado e evitar atividades físicas ou qualquer situação que aumente sua exposição ao calor.
A prevenção depende da observação diária e de ajustes na rotina. Nos dias mais quentes, os tutores precisam acompanhar o comportamento dos pets, oferecer água com frequência e evitar passeios em superfícies aquecidas. Essas medidas ajudam a diminuir a exposição ao calor e permitem identificar possíveis alterações na saúde dos animais com mais rapidez.
Pollyana Barros Leite integra a equipe de jornalismo, atuando na área de edição de notícias. É formada em Direito e Biologia e possui experiência em produção e edição de conteúdo jornalístico, com ênfase em programas gov...
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