SUV híbrido flex e picape Mako
(Imagem: Foto: Divulgação/Ilustrativa)
A BYD prepara novos passos para ampliar sua participação no mercado automotivo brasileiro com dois modelos que apostam na combinação entre eletrificação e combustíveis tradicionais: o SUV compacto Atto 2 DM-i Flex e a picape intermediária Mako. As novidades reforçam a estratégia da fabricante chinesa de adaptar sua tecnologia híbrida ao perfil do consumidor nacional, que pode abastecer os veículos com gasolina ou etanol.
Os dois projetos têm propostas diferentes. O Atto 2 mira consumidores interessados em um SUV compacto com possibilidade de rodar no modo elétrico, enquanto a Mako pretende entrar em um segmento dominado por picapes como a Fiat Toro.
As informações divulgadas pela fabricante e por veículos especializados indicam que os lançamentos também fazem parte da expansão da operação da BYD no Brasil, com destaque para a fábrica de Camaçari, na Bahia.
BYD Atto 2 DM-i Flex: SUV compacto combina motor elétrico e flex
O BYD Atto 2 DM-i Flex foi apresentado no Brasil como o primeiro SUV compacto híbrido plug-in flex da marca. O modelo combina um motor a combustão de 1,5 litro com propulsão elétrica e permite utilizar gasolina ou etanol, além de recarregar a bateria externamente.
A proposta é oferecer uma alternativa para quem deseja aproveitar a condução elétrica em trajetos cotidianos sem depender exclusivamente de pontos de recarga. Quando necessário, o conjunto híbrido também permite utilizar o motor a combustão, ampliando a flexibilidade de uso.
Consumo e autonomia do Atto 2
O SUV aparece na tabela do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, que reúne dados oficiais de consumo e eficiência energética. Segundo os números informados para o modelo, as médias urbanas chegam a 15,8 km/l com gasolina e 11,8 km/l com etanol, conforme a versão e o combustível utilizado.
O veículo será oferecido nas configurações GL e GS, com diferenças na capacidade da bateria e nos recursos disponíveis. A marca informa autonomia elétrica que varia conforme a versão, além de alcance combinado superior a 1.000 quilômetros no ciclo NEDC, padrão de medição utilizado na divulgação do modelo.
Esses números precisam ser interpretados conforme as condições do teste. O consumo real e a distância percorrida com uma carga podem variar de acordo com o trânsito, o estilo de condução, a temperatura e o uso do ar-condicionado.
O Atto 2 também se posiciona em uma faixa de mercado disputada por SUVs compactos a combustão, como Hyundai Creta e Volkswagen T-Cross. A principal diferença está no conjunto híbrido plug-in, que permite recarregar a bateria em uma fonte externa e utilizar energia elétrica para percorrer parte dos trajetos.
BYD Mako: picape híbrida flex mira a Fiat Toro
A segunda novidade é a BYD Mako, picape intermediária desenvolvida para o mercado brasileiro. O modelo deverá disputar consumidores com a Fiat Toro e outras picapes de porte semelhante, apostando em uma configuração híbrida plug-in flex.
Diferentemente de picapes tradicionais construídas sobre chassi, a Mako utiliza estrutura monobloco, característica que costuma favorecer o conforto e o comportamento em uso urbano. O projeto também prevê suspensão traseira independente, solução que pode contribuir para a estabilidade e a qualidade de rodagem.
A proposta da BYD é combinar a versatilidade de uma picape com a tecnologia eletrificada já utilizada em outros veículos da marca. O conjunto híbrido deverá trabalhar com gasolina ou etanol, mas os números definitivos de desempenho e consumo precisam ser confirmados pela fabricante.
Produção em Camaçari e previsão de lançamento
A BYD planeja produzir a Mako no complexo industrial de Camaçari, na Bahia. Segundo reportagens especializadas publicadas em agosto, a empresa pretendia iniciar a produção nacional antes de colocar o modelo à venda, com lançamento previsto para o último trimestre de 2026.
A decisão de fabricar a picape no Brasil representa um passo importante na estratégia de ampliar a produção local. Além de atender ao mercado nacional, a fabricação na Bahia pode permitir à empresa aumentar gradualmente o conteúdo produzido no país.
O cronograma, porém, depende da conclusão dos preparativos industriais e da homologação do veículo. Por isso, a data exata de chegada às concessionárias, os preços e a lista final de equipamentos devem ser confirmados em anúncio oficial.
O que esperar da motorização da Mako?
A expectativa é que a picape utilize uma configuração híbrida plug-in flex derivada da tecnologia DM-i da BYD. Nesse sistema, o motor elétrico tem papel importante na movimentação do veículo, enquanto o motor a combustão atua de acordo com a estratégia de funcionamento do conjunto.
Reportagens do setor automotivo apontam a Mako como uma rival direta da Fiat Toro, com dimensões próximas às de uma picape intermediária e proposta voltada tanto ao uso cotidiano quanto ao transporte de cargas leves.
Ainda assim, informações como potência definitiva, autonomia elétrica, consumo homologado, capacidade de carga e preço precisam ser confirmadas antes de uma comparação técnica completa com as concorrentes.
Dois lançamentos, uma estratégia de eletrificação
Com o Atto 2 DM-i Flex e a Mako, a BYD busca ampliar sua atuação em duas categorias relevantes para o consumidor brasileiro. O SUV compacto atende quem procura um veículo para deslocamentos urbanos e viagens, enquanto a picape mira quem precisa combinar espaço, versatilidade e capacidade de transporte.
A tecnologia híbrida plug-in flex é o principal ponto em comum entre os projetos. Ela reúne a possibilidade de recarga externa com a flexibilidade de abastecer com gasolina ou etanol, combustível amplamente disponível no país.
Para o consumidor, a avaliação dos modelos deverá considerar não apenas o consumo divulgado, mas também o preço de compra, os custos de manutenção, a disponibilidade de recarga e a garantia da bateria.
Repórter, produtor e repórter cinematográfico especializado em jornalismo esportivo, com 13 anos de experiência na cobertura, produção e registro audiovisual de diversos eventos esportivos. Atua na apuração e produção de...
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