Lula e Flávio Bolsonaro
(Imagem: Foto Produzida por IA.)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 72,6% dos votos válidos registrados em seções eleitorais instaladas em presídios e unidades socioeducativas no primeiro turno das eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial, ficou com 23,3% da votação nesses locais.
Os números foram divulgados pelo Poder360 e consideram as seções eleitorais instaladas em unidades prisionais e socioeducativas. O resultado mostra uma diferença expressiva entre os dois candidatos nesse recorte do eleitorado, embora a votação represente uma parcela pequena do total de eleitores brasileiros.
Lula venceu na maioria das unidades
Além do percentual nacional, o levantamento aponta que Lula foi o candidato mais votado em 214 das 243 seções eleitorais distribuídas em unidades prisionais e socioeducativas. Flávio Bolsonaro liderou em 25 locais, enquanto quatro registraram empate entre os candidatos.
Nas unidades femininas, o desempenho do presidente foi ainda maior: Lula obteve 80,95% dos votos válidos, contra 13,62% de Flávio Bolsonaro. Já nas unidades socioeducativas destinadas a adolescentes, o petista registrou 65,77%, enquanto o senador alcançou 30,81%.
Os percentuais se referem aos votos válidos contabilizados nesses locais e não devem ser confundidos com o resultado geral da eleição presidencial. No país, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%, segundo os resultados publicados da apuração.
Quem pode votar nas unidades prisionais?
A votação em presídios não é restrita a uma categoria política ou a pessoas condenadas. A legislação eleitoral brasileira permite que presos provisórios votem, pois ainda não tiveram os direitos políticos suspensos por condenação criminal definitiva.
Adolescentes internados que atendam aos requisitos eleitorais também podem votar. A participação depende das regras da Justiça Eleitoral e da organização de seções específicas, além dos procedimentos necessários para que os eleitores estejam habilitados a votar naquele local.
Por outro lado, pessoas com condenação criminal transitada em julgado têm os direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação e, nesse período, não podem votar. A distinção é importante para compreender quem está incluído nos números divulgados.
Participação nas urnas foi de 78,07%
De acordo com os dados publicados pela Itatiaia a partir do levantamento, 11.679 dos 14.959 eleitores aptos registrados nas unidades prisionais e socioeducativas compareceram para votar. O índice de participação foi de 78,07%, próximo ao percentual nacional, de 78,92%.
O total de eleitores aptos considerado no levantamento corresponde às pessoas habilitadas para votar nas seções instaladas nessas unidades, e não à população carcerária brasileira como um todo. Por isso, os resultados não podem ser interpretados como uma representação de todos os presos do país.
A votação nas unidades prisionais constitui um recorte específico do primeiro turno e ajuda a mostrar como os candidatos se saíram entre os eleitores habilitados nesses locais. Os dados, porém, não permitem concluir que o comportamento desse grupo represente a opinião de toda a população carcerária ou do eleitorado brasileiro.
Jornalista formado pela UNIFG. Experiência de 4 anos em redação política. Atuou como redator em duas eleições. Criou e apresentou o programa “Fala Político”, onde entrevistou diversos políticos da Região Metropolitana do...
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