Com investimento de R$ 247 milhões em dragagem, Porto de Suape tem novas profundidades homologadas pela Marinha
(Imagem: Foto: Reprodução)
O Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado entre os municípios do Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, deu mais um passo decisivo para se consolidar como um dos principais hubs marítimos da América Latina. A Marinha do Brasil homologou oficialmente as novas profundidades do canal interno, da bacia de evolução e dos píeres de granéis líquidos do porto pernambucano.
A medida, publicada na Portaria nº 190/2026, permite que navios porta-contêineres de até 366 metros de comprimento operem com muito mais carga e menos restrições.
Na prática, o aprofundamento significa mais eficiência e competitividade. Com a obra de dragagem concluída em janeiro deste ano, o canal interno passou a contar com 16,25 metros de profundidade, enquanto a bacia de evolução e os píeres alcançaram 18,39 metros.
A nova configuração permite o recebimento otimizado de embarcações da classe New Panamax e grandes petroleiros. O aproveitamento máximo da capacidade dessas embarcações deve ser liberado ainda em 2026, após a conclusão do estudo de manobrabilidade.
Para alcançar esse patamar, foram investidos R$ 247 milhões na remoção de 4,18 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Os recursos foram divididos entre aportes próprios da estatal (R$ 147 milhões) e o Ministério de Portos e Aeroportos, via Novo PAC (R$ 100 milhões).
O investimento se soma à dragagem do canal externo, finalizada em 2024 e homologada em 2025 com 20 metros de profundidade, patamar que atende até petroleiros Suezmax.
De acordo com a diretoria de Suape, a conquista transforma investimentos estruturais em capacidade operacional real, aumentando a segurança da navegação e fortalecendo o porto na atração de novas linhas comerciais com o exterior.
Ao consolidar seus canais interno e externo em patamares de águas profundas, Suape ganha fôlego para baratear custos logísticos, impulsionar a cabotagem e atrair rotas diretas dos principais mercados mundiais, gerando novos negócios e empregos para Pernambuco.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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