Torcida do Sport
(Imagem: Paulo Paiva / SCR)
Pernambuco prova que tem time para torcer! Mesmo longe dos seus melhores dias nos gramados, a torcida pernambucana mantém firme a fidelidade às suas raízes locais. A prova concreta dessa força cultural é que o estado se consolida como o único de toda a Região Nordeste onde o Flamengo não domina a preferência popular, segundo dados do novo levantamento do instituto Datafolha.
De acordo com a pesquisa, os rubro-negros cariocas não chegam a atingir 10% da preferência no território pernambucano. Com isso, o clube carioca aparece apenas na terceira colocação do ranking local, ficando atrás do Sport, que lidera isolado como a maior torcida do estado, e do Santa Cruz, que mantém expressiva massa torcedora. O Náutico também soma parcela fundamental nesse cenário de resistência, reforçando o peso do futebol recifense na paixão do torcedor.
O panorama pernambucano contrasta diretamente com a realidade de outros grandes centros do futebol nordestino. Em estados vizinhos, como a Bahia e o Ceará, o percentual de torcedores do clube carioca chega com facilidade à casa dos dois dígitos, atingindo marcas expressivas de 24% e 20%, respectivamente. Nestes locais, o time do Rio de Janeiro rivaliza diretamente ou até supera a presença dos clubes tradicionais da terra.
Torcedor apaixonado pelo Sport, o estudante de jornalismo Arthur Furtado afirmou, em entrevista ao Portal Mais 360, que se sente feliz em ver que, em Pernambuco, o amor ao futebol é passado de pai para filho, e que os torcedores do estado seguem resistindo aos resultados e à projeção que os times do eixo Centro-Sul têm graças às transmissões massivas de TV.
"Fico feliz porque sei que aqui tem time para torcer. Em Pernambuco, o amor pelo futebol é algo que passa de pai para filho. As nossas torcidas seguem firmes resistindo aos times do Eixo Centro-Sul, que acabam dominando por conta das transmissões massivas da TV."
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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