Comercio de João Pessoa em crescimento
(Imagem: Foto: Divulgação)
O varejo da Paraíba registrou crescimento de 9,7% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O resultado superou a expansão de 5,4% observada no comércio brasileiro no período, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS).
O desempenho indica um avanço mais intenso das vendas no estado em relação à média nacional. No Brasil, porém, o comércio apresentou uma retração de 0,3% na comparação com agosto, sinalizando uma perda de ritmo no resultado mensal.
Apesar da queda frente ao mês anterior, o varejo nacional manteve saldo positivo em outras bases de comparação. De acordo com os dados divulgados pela Stone, o terceiro trimestre terminou com alta anual de 6,3% e crescimento de 1,6% em relação ao trimestre anterior.
No acumulado de janeiro a setembro, as vendas do comércio brasileiro avançaram 4,7% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.
Paraíba supera desempenho do Nordeste
A alta de 9,7% colocou a Paraíba acima da média do Nordeste, que registrou crescimento de 6,1% em setembro, conforme o levantamento. A região Norte apresentou o maior avanço regional, com 10,2%.
No ranking estadual divulgado pela Stone, Roraima liderou o crescimento, com 19,6%, seguido por Acre, com 13,9%; Amazonas, com 12,1%; e Distrito Federal, com 11,2%.
O resultado paraibano reforça o desempenho positivo do comércio estadual no período analisado. Entretanto, o indicador não significa que todos os estabelecimentos ou segmentos da economia local tenham registrado a mesma evolução.
O Índice do Varejo Stone acompanha a variação das vendas com base nas transações capturadas pela empresa. Por isso, seus resultados devem ser interpretados como um indicador do comportamento do comércio, e não como uma medição integral do faturamento de todas as empresas do estado.
Combustíveis e supermercados lideram os avanços
Entre os segmentos do varejo brasileiro, Combustíveis e Lubrificantes registraram crescimento anual de 13,4% em setembro. Hipermercados e Supermercados também tiveram resultado expressivo, com alta de 11,9%.
Outras atividades apresentaram avanços mais moderados. Artigos Farmacêuticos cresceram 4,8%, enquanto Livros, Jornais, Revistas e Papelaria tiveram expansão de 3,6%. O grupo de Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico registrou alta de 1,4%.
Na comparação entre o terceiro e o segundo trimestres, o segmento de Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo apresentou crescimento de 4,3%. Combustíveis e Lubrificantes avançaram 2,8%, enquanto Artigos Farmacêuticos registraram alta de 2,3%.
Os números mostram que as categorias ligadas ao consumo cotidiano tiveram participação importante no desempenho do varejo nacional. Ainda assim, os resultados variam de acordo com o segmento e não indicam uma recuperação uniforme de todo o comércio.
Vestuário e eletrodomésticos apresentam retração
Nem todas as atividades acompanharam o avanço registrado em setembro. O segmento de Tecidos, Vestuário e Calçados apresentou queda de 4,4% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Móveis e Eletrodomésticos recuaram 0,5%, enquanto Material de Construção teve retração de 0,4%.
A diferença entre os resultados evidencia que o comportamento do consumidor varia conforme o tipo de produto. Enquanto itens de compra frequente sustentam parte das vendas, aquisições de maior valor podem enfrentar condições mais restritivas.
Segundo Guilherme Freitas, economista da Stone, a renda continua contribuindo para sustentar o consumo, principalmente em segmentos relacionados às necessidades diárias. Por outro lado, as restrições de crédito dificultam uma recuperação mais ampla das atividades comerciais.
O economista também destaca a importância das condições financeiras e dos efeitos da política monetária para o ritmo da atividade econômica.
O que os dados indicam para o comércio paraibano?
O resultado de setembro apresenta dois movimentos distintos. De um lado, a Paraíba registrou crescimento de 9,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. De outro, o comércio brasileiro teve leve retração na comparação mensal, apesar de continuar acumulando alta em 2026.
Para os empresários paraibanos, fatores como renda das famílias, acesso ao crédito e demanda dos consumidores continuarão importantes para a evolução das vendas nos próximos meses.
O levantamento, isoladamente, não permite projetar o desempenho do comércio estadual até o fim do ano. A continuidade do crescimento dependerá do comportamento do mercado e das condições econômicas que influenciam as decisões de compra.
Com a aproximação das principais datas comerciais do último trimestre, acompanhar os indicadores será importante para avaliar se o ritmo observado em setembro se mantém e quais segmentos apresentam maior capacidade de expansão.
Estudante iniciante de Jornalismo com graduando em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), possui mais de 15 anos de experiência na área comercial. Tem interesse em análise de dados, apuração de informa...
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