Dólar fecha no menor patamar em quase dois anos.
(Imagem: Canva)
O mercado financeiro brasileiro operou em forte ritmo de otimismo nesta quinta feira impulsionado pela desaceleração da moeda norte americana e pela busca de investidores por ativos de risco. O dólar fechou cotado a cinco reais e seis centavos, atingindo a menor marca verificada nos últimos dois meses diante do fluxo positivo de capital externo para o ambiente doméstico.
A movimentação no mercado financeiro refletiu diretamente os novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas traçadas pelos analistas internacionais. O resultado mais brando diminui a pressão para que o banco central estadunidense promova novos aumentos nas taxas de juros locais, favorecendo a atração de capitais para economias emergentes.
Entrada de capital e recuperação da bolsa de valores
Com a expectativa de juros estáveis no exterior, os grandes fundos e operadores do mercado financeiro intensificaram a compra de papéis de grandes empresas brasileiras no pregão. O movimento de entrada de dólares no país impulsionou a valorização do real e garantiu uma alta expressiva para o índice principal da bolsa de valores nacional.
O setor bancário, mineradoras e petroleiras lideraram os ganhos do dia, recuperando integralmente as perdas acumuladas na sessão anterior. O bom desempenho seguiu o tom positivo das principais bolsas internacionais, que também fecharam o dia em terreno positivo beneficiadas pela perspectiva de inflação sob controle no cenário global.
Recuo das commodities e atenção à geopolítica
No segmento das commodities energéticas, o mercado financeiro observou uma retração nos preços do petróleo após a forte alta registrada recentemente. Embora as tensões geopolíticas no Oriente Médio continuem no radar dos investidores, o prêmio de risco recuou diante da ausência de paralisações imediatas no fornecimento global do produto.
Os agentes econômicos agora concentram atenções nas próximas reuniões dos grandes países produtores de combustível e nas sinalizações do banco central brasileiro sobre a trajetória dos juros domésticos. A expectativa de novos cortes na taxa Selic complementa o cenário positivo para o crescimento dos investimentos produtivos no país.