Terremoto de magnitude 6,9 atinge Oceano Atlântico a 1,9 mil km do Recife
(Imagem: @nasa.bra)
Um forte terremoto de magnitude 6,9 na escala Richter foi registrado na área central da Dorsal Mesoatlântica, localizada a aproximadamente 1,9 mil quilômetros da costa de Pernambuco, na altura da capital Recife.
Apesar do susto provocado pelo intensidade do tremor e pela proximidade geográfica em escala global, especialistas garantem que o evento não traz qualquer perigo de tsunami para as praias brasileiras.
Segundo dados consolidados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o abalo sísmico principal ocorreu por volta das 9h23 (horário de Brasília), com epicentro a uma profundidade superficial de cerca de 10 quilômetros.
Horas antes, um primeiro tremor de terra de magnitude 6,7 já havia sido detectado na mesma formação geológica. A repetição dos episódios em um curto intervalo de tempo acendeu o alerta da comunidade científica, já que tremores dessa magnitude não são a rotina diária dessa faixa submarina.
Sem riscos de tsunami
A explicação para a ausência de ondas gigantes nas praias do Nordeste do Brasil reside na própria anatomia da Terra. A Dorsal Mesoatlântica é uma extensa cordilheira sob o mar que marca o limite onde a Placa Sul-Americana e a Placa Africana se afastam lentamente.
Além do tipo de falha geológica, a posição privilegiada do Brasil desempenha um papel fundamental nessa proteção natural. O país está situado no centro da Placa Sul-Americana, uma região tectonicamente estável e livre de zonas de subducção, onde uma placa mergulha sob a outra, cenário propício para grandes catástrofes naturais.
A distância de quase dois mil quilômetros até a costa funciona como um escudo adicional, dissipando a energia antes que qualquer reflexo significativo chegue à terra firme.
Mesmo que tremores submarinos continuem ocorrendo no Atlântico como parte do processo contínuo de expansão do oceano, a população brasileira pode manter a tranquilidade quanto à segurança do seu litoral.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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