Museu do Trem, no Centro do Recife
(Imagem: Foto: Costa Neto/Secult-PE/Fundarpe)
Dois importantes espaços ligados à história de Pernambuco receberam reconhecimento nacional. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)cultura
aprovou o tombamento da antiga Casa de Detenção, onde funciona atualmente a Casa da Cultura de Pernambuco, e do Conjunto Histórico e Arquitetônico da Estação Central do Recife, que abriga o Museu do Trem.
A decisão reconhece o valor histórico, arquitetônico e cultural dos dois conjuntos e amplia a proteção desses espaços como parte do patrimônio brasileiro. Localizados no Recife, os imóveis ajudam a preservar diferentes capítulos da história pernambucana, desde o sistema prisional do século XIX até o desenvolvimento do transporte ferroviário no estado.
Casa da Cultura funcionou como prisão por mais de um século
Construída em 1855, a antiga Casa de Detenção do Recife foi utilizada como prisão até 1973. Depois de encerrar essa função, o edifício passou a abrigar a Casa da Cultura de Pernambuco, transformando-se em um espaço dedicado ao artesanato, à cultura e à valorização das tradições locais.
O prédio é considerado um importante exemplar da arquitetura penitenciária brasileira do século XIX. Sua estrutura e trajetória ajudam a compreender aspectos da organização urbana e social do Recife em diferentes períodos históricos.
Atualmente, a Casa da Cultura recebe visitantes interessados em artesanato e manifestações culturais pernambucanas. O reconhecimento federal reforça a importância de preservar as características arquitetônicas do imóvel e sua memória histórica.
Museu do Trem preserva a memória ferroviária
O segundo conjunto reconhecido pelo Iphan é a Estação Central do Recife, inaugurada em 1888. O espaço está ligado à expansão das ferrovias em Pernambuco, que tiveram papel importante na circulação de pessoas e mercadorias e no desenvolvimento econômico da região.
Hoje, o local abriga o Museu do Trem, dedicado à preservação e à divulgação da história ferroviária. O acervo reúne mais de 600 peças relacionadas ao setor, permitindo ao público conhecer equipamentos, objetos e registros associados à trajetória dos trens no estado.
O museu reabriu em julho de 2026, após passar por reformas. A retomada das atividades ampliou novamente as possibilidades de visitação e contato com parte da memória dos transportes em Pernambuco.
Tombamento reforça a preservação do patrimônio pernambucano
O tombamento federal é um instrumento de proteção do patrimônio cultural brasileiro. O reconhecimento considera a relevância dos bens para a história, a arquitetura e a cultura, contribuindo para orientar sua conservação.
No Recife, a decisão destaca a importância de preservar construções que tiveram funções diferentes ao longo do tempo, mas permanecem ligadas à identidade da cidade.
A Casa da Cultura representa uma parte da história do sistema penitenciário e da transformação de um antigo espaço de detenção em equipamento cultural. Já a Estação Central e o Museu do Trem mantêm viva a memória da expansão ferroviária e de sua contribuição para o desenvolvimento pernambucano.
Com o reconhecimento do Iphan, os dois conjuntos históricos ganham ainda mais destaque no cenário nacional. A preservação desses espaços permite que moradores e visitantes conheçam diferentes aspectos da trajetória de Pernambuco e ajuda a transmitir esse legado às próximas gerações.
Estudante iniciante de Jornalismo com graduando em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), possui mais de 15 anos de experiência na área comercial. Tem interesse em análise de dados, apuração de informa...
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