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A Polícia Civil da Paraíba cumpriu, nesta terça-feira (20), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 67 anos investigado por suspeita de estupro de vulnerável contra a própria enteada, uma criança de 11 anos. A prisão aconteceu no bairro de Oitizeiro, em João Pessoa, após diligências realizadas por agentes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude da Capital (DRCCIJ).
Segundo informações divulgadas pela corporação, o caso chegou ao conhecimento das autoridades na segunda-feira (19), quando familiares da vítima procuraram a delegacia especializada para relatar suspeitas de violência sexual envolvendo o companheiro da mãe da criança.
O investigado mantinha um relacionamento com a mãe da menina havia aproximadamente três anos. De acordo com a investigação, a suspeita surgiu após a criança relatar a pessoas próximas situações de violência sexual que teriam ocorrido no ambiente familiar.
Relato da criança levou à abertura da investigação
Após receber a denúncia, a equipe da DRCCIJ iniciou os procedimentos investigativos para esclarecer as circunstâncias do caso e reunir elementos que pudessem contribuir para a apuração da possível prática criminosa.
Durante as diligências, os policiais civis colheram declarações de familiares e testemunhas, além de reunir informações relacionadas aos relatos apresentados.
Conforme a Polícia Civil, os elementos levantados indicam que o suspeito teria se aproveitado da convivência familiar e do acesso à criança dentro da residência para praticar os atos investigados.
A identidade da vítima permanece preservada, conforme as medidas de proteção previstas na legislação brasileira para crianças e adolescentes envolvidos em situações de violência.
Justiça determinou prisão preventiva do investigado
Diante das informações reunidas e da gravidade dos fatos relatados, a autoridade policial responsável pelo caso solicitou à Justiça a decretação da prisão preventiva do homem.
O pedido foi apresentado com o objetivo de proteger a vítima, resguardar a ordem pública e prevenir a possibilidade de novos episódios de violência, segundo a corporação.
Após a expedição do mandado judicial, equipes da Polícia Civil realizaram diligências para localizar o investigado.
O homem foi encontrado no bairro de Oitizeiro, na capital paraibana, onde os policiais deram cumprimento à ordem judicial.
Depois da prisão, ele foi conduzido para os procedimentos legais e permaneceu à disposição da Justiça. A investigação prossegue para esclarecer os fatos e apurar a responsabilidade criminal do suspeito.
Polícia Civil alerta para violência sexual no ambiente familiar
O caso reforça a importância da identificação e da comunicação de suspeitas de violência sexual contra crianças e adolescentes, especialmente quando os fatos investigados envolvem pessoas próximas à vítima.
A Polícia Civil destaca que esse tipo de violência pode ocorrer dentro do próprio ambiente familiar, circunstância que pode dificultar a identificação dos abusos e a busca por ajuda.
Por isso, a corporação orienta que relatos de crianças e adolescentes sejam acolhidos com responsabilidade e encaminhados aos órgãos competentes, evitando exposição desnecessária e situações que possam provocar novos traumas.
A atuação integrada entre familiares, instituições de ensino, serviços de saúde, conselhos tutelares e autoridades policiais é considerada fundamental para garantir proteção às vítimas e permitir a apuração dos fatos.
Saiba como denunciar casos de violência contra crianças
A Polícia Civil da Paraíba reforça que qualquer pessoa que tenha conhecimento ou suspeite de violência sexual contra crianças e adolescentes pode procurar os órgãos de proteção.
As denúncias podem ser realizadas de forma anônima e sigilosa por meio do Disque-Denúncia 197, canal oficial da Polícia Civil da Paraíba.
Outra alternativa é o Disque 100, serviço nacional de denúncias de violações de direitos humanos, que funciona gratuitamente, 24 horas por dia.
A comunicação rápida às autoridades pode contribuir para interromper situações de violência, preservar elementos importantes para as investigações e garantir o atendimento adequado às vítimas.
O homem preso em João Pessoa permanece na condição de investigado, e a responsabilização criminal dependerá do andamento do processo judicial.
Estudante iniciante de Jornalismo com graduando em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), possui mais de 15 anos de experiência na área comercial. Tem interesse em análise de dados, apuração de informa...
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