Imagem ilustrativa: primeiros pavimentos do Edifício Celso Furtado, antiga sede da Sudene no Recife, passam por obras de reforma e adaptação conduzidas pela UFPE.
(Imagem: gerado por IA)
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) iniciou uma nova etapa de recuperação da antiga sede da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), no Recife. O investimento de R$ 9,6 milhões será destinado à reforma e adaptação dos primeiros pavimentos do Edifício Celso Furtado, imóvel que ocupa lugar importante na memória institucional e arquitetônica da capital pernambucana.
A intervenção busca recuperar espaços e criar condições para novos usos do prédio, que durante décadas esteve associado à formulação de políticas de desenvolvimento regional para o Nordeste. A obra combina, portanto, uma necessidade funcional com a preservação de um patrimônio de forte valor simbólico.
R$ 9,6 milhões serão aplicados na primeira etapa
O investimento anunciado concentra-se nos pavimentos iniciais do edifício. Obras dessa dimensão envolvem adequações de instalações, recuperação de ambientes e atualização de estruturas para atender às exigências contemporâneas de funcionamento.
A revitalização por etapas permite que serviços sejam executados de forma planejada, especialmente em imóveis de grande porte. Também facilita a compatibilização entre preservação das características arquitetônicas e novas necessidades de ocupação.
Edifício carrega memória da Sudene
A antiga sede da Sudene está ligada a um período decisivo da discussão sobre desenvolvimento econômico e desigualdades regionais no Brasil. A instituição foi criada com a missão de formular e coordenar políticas voltadas ao Nordeste.
O nome Edifício Celso Furtado homenageia o economista que teve papel central na criação e estruturação da Sudene. Por isso, a recuperação física do imóvel também reabre o debate sobre preservação da memória das políticas públicas regionais.
UFPE amplia presença em patrimônio estratégico
A participação da UFPE na recuperação do edifício cria possibilidade de novos usos acadêmicos, administrativos e institucionais, conforme o planejamento definido para o complexo.
Universidades federais administram espaços destinados não apenas ao ensino, mas também a pesquisa, extensão, cultura e serviços públicos. Recuperar uma estrutura já existente pode ampliar essa capacidade sem apagar a história associada ao local.
Reforma precisa conciliar modernização e preservação
Edifícios históricos ou de relevância arquitetônica apresentam desafios diferentes de uma construção nova. Instalações elétricas, hidráulicas, acessibilidade, segurança e climatização precisam ser atualizadas sem descaracterizar elementos relevantes do projeto.
Esse equilíbrio exige acompanhamento técnico e planejamento. O resultado esperado é um espaço capaz de atender às necessidades atuais mantendo a leitura histórica do conjunto.
Revitalização pode devolver movimento ao entorno
A reocupação de grandes equipamentos públicos também produz efeitos no entorno. Circulação de estudantes, servidores, pesquisadores e visitantes pode estimular serviços e ampliar o uso cotidiano de áreas que perderam movimento ao longo do tempo.
O impacto, entretanto, dependerá do uso definitivo dos espaços e das próximas etapas da recuperação. A primeira intervenção representa o começo de um processo maior.
Patrimônio associado ao desenvolvimento do Nordeste
Mais do que recuperar paredes e instalações, a obra alcança um edifício associado à história econômica do Nordeste. A antiga sede da Sudene foi cenário de decisões e debates sobre industrialização, infraestrutura e redução das desigualdades regionais.
Com investimento de R$ 9,6 milhões nesta fase, a UFPE inicia a transformação de uma estrutura histórica que poderá ganhar novas funções sem perder a conexão com o passado que tornou o prédio conhecido em Pernambuco e no país.